Esse sinais podem indicar problemas estruturais
Antes de um problema sério aparecer no chão de fábrica, o SIGAPCP costuma dar sinais que ficam diluídos no dia a dia, até virarem fila de chamados. Identificar cedo é o que diferencia uma operação previsível de uma operação que vive apagando incêndio.
1. Ordens de produção que precisam de ajuste manual
OPs deveriam sair do MRP prontas para liberação com quantidade, datas, lista de material e roteiro. Quando o time de PCP precisa rotineiramente ajustar a OP antes de liberar (mudar lista de material, corrigir tempo, alterar quantidade), o sistema não está sendo fonte confiável.
Causa raiz frequente: estrutura desatualizada, roteiro com tempo irreal, ou parâmetro de MRP inadequado para aquela família de produto.
2. Divergências recorrentes entre estoque físico e apontado
Quando o inventário (mensal, anual ou rotativo) traz diferenças sistemáticas em itens em processo, há problema de apontamento. Pode ser:
- Apontamento atrasado (acúmulo de produção sem registro).
- Refugo não lançado corretamente.
- Movimentação interna feita fora do sistema.
- Estrutura errada (consumindo mais ou menos do que está cadastrado).
3. MRP sugerindo compras inesperadas
Quando o MRP sugere compra de algo que aparentemente não deveria estar em falta, três hipóteses comuns:
- Saldo do componente está divergente (problema de apontamento ou movimentação).
- Estrutura do produto pai mudou e ficou maior.
- Demanda foi alterada (plano mestre, pedido novo, transferência prevista) e o MRP refletiu corretamente.
Antes de "corrigir" o MRP, vale entender se a sugestão está certa, em muitos casos, o sistema está vendo algo que o time não viu.
4. Apontamentos de produção sendo refeitos
Disciplina de apontamento é tema de gestão, não só de sistema. Quando apontamentos precisam ser refeitos com frequência, seja por sequência errada, por tempo lançado errado ou por refugo no momento errado, há problema de processo no chão de fábrica antes de ser problema de Protheus.
Caminho de tratamento: identificar onde os apontamentos nascem (operador, célula, terminal), revisar treinamento e ferramenta de coleta (papel, terminal, app), e instituir validação no momento do registro (em vez de correção posterior).
Como esses sinais se conectam
Os quatro sinais raramente aparecem isolados. Estrutura ruim gera lead time impreciso, que gera MRP errado, que gera OP que precisa ajuste manual, que gera apontamento difícil de fechar e o ciclo se realimenta. Por isso, intervenções pontuais costumam ter efeito limitado: o tratamento sustentado precisa ser sistêmico, com revisão de cadastro, processo e disciplina ao mesmo tempo.
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