O aumento da manutenção corretiva, atrasos em preventivas e históricos incompletos são sinais de alerta de que a gestão de manutenção está perdendo previsibilidade e se aproximando de paradas críticas.
Sinais de alerta na gestão de manutenção que antecipam paradas críticas
A gestão de manutenção quase nunca falha de forma abrupta. Antes de uma parada crítica em equipamento essencial, há semanas, às vezes meses de sinais que ficam diluídos no ruído do dia a dia. Identificar cedo separa quem sustenta a operação de quem vive bombeiro de chão de fábrica.
1. Crescimento da manutenção corretiva
O indicador mais claro é a relação entre preventiva e corretiva. Operações maduras mantêm a corretiva em proporção pequena (tipicamente menos de 30% do tempo total de manutenção). Quando essa proporção cresce mês a mês, sem mudança óbvia de operação, o sistema preventivo está perdendo eficácia.
Tecnicamente, dá para extrair essa relação cruzando STJ (OSs) por tipo (preventiva, corretiva, preditiva) por período.
2. Planos preventivos ignorados ou atrasados
Quando o cronograma de preventiva (STK) acumula atrasos, três hipóteses:
- Frequência irreal; plano pede mais do que a equipe consegue executar.
- Falta de peça; manutenção preventiva não acontece porque o material não está disponível.
- Prioridade em corretiva; equipe vivendo apagar incêndio.
Cada hipótese tem um caminho de tratamento diferente, vale identificar qual é o caso antes de mexer no plano.
3. Histórico incompleto
Auditoria simples: pegar 20 OSs aleatórias do trimestre e verificar se todas têm registrado: causa, atividade executada, peças usadas, tempo, técnico responsável. Se a maioria está incompleta, o histórico do sistema não é base confiável para decisão. Esse é, frequentemente, o calcanhar de aquiles silencioso da manutenção.
4. Falta de visibilidade de custos
A manutenção tem custo total que vai além das peças, mão de obra, tempo de indisponibilidade do ativo, perda de produção. Quando o sistema não consegue apurar custo total por ativo (peças + horas de manutenção + impacto), as decisões de investimento (consertar vs substituir) ficam baseadas em sentimento, não em dado.
No Protheus, essa apuração depende de OSs bem fechadas, integração com folha (custo da hora) e estrutura de centros de custo bem definida.
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