Planejamento, dados, testes, treinamento e governanca precisam andar juntos para evitar um go-live que gera retrabalho logo na primeira semana.
Projetos de ERP falham menos por tecnologia e mais por desalinhamento entre processo, dados, agenda do negocio e governanca.
Uma implantacao Protheus bem conduzida precisa tratar sete frentes ao mesmo tempo: escopo, desenho de processo, dados, integracoes, testes, treinamento e governanca de go-live.
Comece pelo risco operacional. Antes de falar em modulo, release ou cronograma, responda o que nao pode parar no dia seguinte ao go-live. Normalmente a resposta envolve faturamento, expedicao, recebimento, fiscal, financeiro e fechamento.
Defina um escopo decidido. O time precisa saber o que entra no go-live, o que fica para ondas posteriores e quem aprova mudancas. Sem isso, o projeto entra em revisao constante.
Saneie os dados antes da migracao. Cadastro inconsistente, duplicidade e historico sem padrao transferem o problema do legado para o novo ambiente.
Trate integracoes como processo ponta a ponta. O importante nao e apenas a API ou a rotina batch, mas quem monitora, como a falha e percebida e qual evento reprocessa a fila.
Teste com cenario real. Volume, usuarios, dependencias e excecoes comuns precisam aparecer no teste. Quanto mais o teste parecer demonstracao, menor o valor dele na producao.
Treinamento precisa virar absorcao operacional. Separar treinamento conceitual, simulacao por rotina e apoio forte no inicio de uso reduz chamados evitaveis e dependencia de poucas pessoas.
Por fim, o go-live precisa de sala de guerra e criterio claro de estabilizacao. Isso evita tanto o otimismo precoce quanto a operacao indefinidamente em modo reativo.
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