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Erros mais comuns no SIGAPCP e como identificá-los antes que afetem a produção

Esteja atento e proteja sua produção, afinal, produção parada é sinal de problemas graves.

11 de maio de 2026 Equipe Exitto 4 min de leitura
Resumo executivo

Esteja atento e proteja sua produção, afinal, produção parada é sinal de problemas graves.

O SIGAPCP é o coração do planejamento industrial dentro do Protheus. É ele que conecta engenharia (estrutura de produto e roteiros), planejamento (MRP) e chão de fábrica (ordens de produção e apontamentos). Quando algum desses elos perde sintonia, o impacto chega rápido em forma de falta de material, OP travada, refugo aumentando ou planejamento descolado da realidade.

Os erros abaixo são os que mais aparecem em diagnósticos. Têm uma característica comum: ficam meses invisíveis até o estouro.

1. Estruturas de produto (SG1) desatualizadas

A estrutura de produto,também chamada de BOM (Bill of Materials), é a lista de componentes e quantidades necessárias para produzir cada item. No Protheus, fica na tabela SG1. Quando a estrutura está desatualizada (item descontinuado ainda figurando, novo componente não incluído, quantidade errada), o MRP gera necessidades incorretas e o chão de fábrica recebe OPs com lista de material que não corresponde à realidade.

Causas mais comuns: mudança de engenharia que não chegou ao cadastro, substituição de fornecedor com componente diferente, simplificação de processo que não foi refletida.

Como identificar:

2. Lead times irreais no cadastro

Lead time é o tempo de ressuprimento, em compras, o prazo entre pedido e recebimento; em produção, o tempo entre liberação da OP e produto pronto. No cadastro de produto do Protheus (tabela SB1, campo B1_PE para tempo de entrega), esse valor alimenta diretamente o MRP.

Quando o lead time está irreal, geralmente otimista demais, herdado de fornecedor antigo ou de processo que mudou, o MRP gera sugestões com prazos que não se cumprem. O resultado: faltas de material que parecem aleatórias, mas têm origem clara.

Como identificar:

3. Apontamentos de produção fora de sequência

O apontamento (registro de quanto foi produzido, em que tempo, com que refugo, em que operação) é o input mais importante para o sistema entender o que de fato aconteceu no chão de fábrica. Quando o apontamento é feito com atraso, em ordem errada ou consolidando vários turnos em um só, o sistema cria distorções.

Sintomas típicos:

4. MRP gerando sugestões inadequadas

O MRP (Material Requirements Planning) do Protheus calcula necessidades de compra e produção a partir da estrutura, do plano mestre, dos saldos atuais e dos parâmetros do produto. Quando os três primeiros erros acima estão presentes, o MRP herda todas as inconsistências e devolve sugestões que parecem surpreendentes.

"O MRP está errado" quase nunca é problema do MRP, e sim problema dos dados que entram nele.

Como identificar a origem:

Por que isso importa especialmente em 2026

Indústrias estão vivendo pressão simultânea de cadeia produtiva (ainda em ajuste pós-pandemia), variação de demanda e mudanças regulatórias. Um SIGAPCP com dados ruins amplifica todo desafio externo. Empresas que mantêm rotina disciplinada de revisão de estrutura, lead time e apontamento absorvem variações com muito mais previsibilidade.

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