Compras emergenciais, ajustes manuais e divergências no MRP são sinais de que falhas em cadastros, planejamento e processos já estão comprometendo a previsibilidade do SIGACOM no Protheus.
Problemas no SIGACOM raramente aparecem do nada. Antes de uma quebra séria de abastecimento, produção parada, cliente impactado, urgência custosa, o sistema dá sinais. Identificar cedo separa quem mantém o ritmo de quem vive em modo de incêndio.
1. Compras emergenciais frequentes
Compra emergencial é exceção que serve a um evento extraordinário. Quando vira rotina, há descolamento estrutural entre planejamento e execução:
- Ponto de ressuprimento (B1_EMIN) mal calibrado.
- Lead time cadastrado irreal, fornecedor demora mais do que o sistema previu.
- Estoque de segurança subdimensionado para a variabilidade de demanda.
- Compras feitas fora do sistema afetando saldo real.
Diagnóstico: quantificar % de compras emergenciais sobre o total mensal. Acima de 15-20% costuma indicar problema estrutural, não exceção.
2. Ajustes manuais frequentes em pedidos
Pedido (SC7) saindo da geração e precisando ajuste manual antes da liberação é sintoma comum. Causas típicas:
- Cadastro de fornecedor com prazo desatualizado.
- Cadastro de produto com unidade ou preço imprecisos.
- Condição comercial inconsistente entre fornecedor e tabela cadastrada.
- Regra de aprovação que não cobre o cenário (e força ajuste de quantidade ou valor para passar).
3. Divergências no planejamento
Quando o MRP sugere algo que parece absurdo (compra muito acima ou abaixo do esperado), três investigações:
- Demanda real mudou (plano mestre, pedidos novos, transferência prevista).
- Saldo de estoque está incorreto (problema no SIGAEST refletindo no MRP).
- Estrutura ou lead time mudaram sem reflexo no cadastro.
Antes de "corrigir" o MRP, vale entender por que ele sugeriu o que sugeriu e em muitos casos, está vendo algo que o time não viu.
4. Falta de rastreabilidade nas alterações
Auditar 20 pedidos do trimestre e tentar reconstruir as alterações, quem mudou quantidade, quem prorrogou prazo, quem trocou fornecedor. Quando essa reconstrução é difícil ou impossível, há ruído na rastreabilidade. Esse é, frequentemente, o problema mais subestimado: "funciona", mas mina a base de auditoria e de análise.
Sinais conectados, tratamento sistêmico
Os quatro sinais costumam aparecer em conjunto. Cadastro ruim gera MRP impreciso, MRP impreciso gera ajuste manual, ajuste manual gera divergência, divergência gera compra emergencial. Tratar pontualmente cada sintoma não resolve. O caminho sustentado passa por revisão estrutural de cadastros, parametrização do MRP, fluxo de aprovação e disciplina de uso do sistema.
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